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Listas – Orientações 2020-08-04T17:45:20+00:00

As Listas de Recomendações podem ser geradas por variados grupamentos profissionais, devendo, para utilização da marca Choosing Wisely Brasil, passar por processo que inclui etapas como pré-autorização, orientação, acompanhamento, revisão final e publicação.

Orientações gerais:

  • O objetivo principal é gerar lista com recomendações sobre intervenções em saúde que NÃO devem ser adotadas ou que, pelo menos, devem ser minimizadas;
  • Gerar recomendações a partir de AUTO-CRÍTICA. Em outras palavras, identificar o que o grupamento profissional a que pertence pode fazer melhor, abandonando ou minimizando práticas de baixo valor;
  • Não basta a escolha ser sensata. O foco de nossa iniciativa está no quando “menos é mais”;
  • Cada grupamento é livre para determinar o processo de criação de sua lista, reforçando-se algumas premissas e acrescentando outras:

– Toda recomendação deve carrear a premissa do “menos é mais”; portanto, orientar o que NÃO fazer ou minimizar;

– Todo item da lista deve estar de acordo com o escopo de atuação da especialidade ou grupo profissional;

– Priorizar testes, ações, procedimentos ou tratamentos utilizados com frequência e que podem trazer mais potenciais riscos aos pacientes do que serem inócuos. Secundariamente, os que representem abordagens diagnósticas ou terapêuticas de benefício absolutamente incerto;

– Deve existir um bom embasamento científico amparando as recomendações (lembrando que falta de evidência de benefício, ou a não rejeição da hipótese nula, é justamente um dos escopos principais de nosso trabalho);

– O processo de desenvolvimento da lista deve ser rigorosamente documentado e transparente desde o seu início.

– TODOS OS MEMBROS DA ENTIDADE DEVEM TER CHANCE DE PARTICIPAR, NEM QUE SEJA ATRAVÉS DA ESCOLHA FINAL DAS RECOMENDAÇÕES.

A LISTA PROPRIAMENTE DITA

  • Deve ter pelo menos 5 recomendações, e no máximo 10;
  • Iniciar toda recomendação com as expressões “Não” ou “Reflita muito antes de” (a opção pela expressão mais enfática não tem caráter prescritivo, sendo estimulada como forma de provocar debates, até mesmo contrapontos);
  • Evite armadilhas que recomendem fazer, nosso foco é o contrário. Exemplo: “Não prescreva medicação sem olhar interações”, o que acaba por significar “avalie interações e prescreva”;
  • Evite recomendações genéricas demais. Exemplo: “Não solicite exame sem indicação específica”. Costumamos recomendar intervenções em saúde acreditando em indicação, senão não o faríamos. Apontem objetivamente quando NÃO fazer, o que é e o que não é indicação específica.
  • Use linguagem simples na recomendação propriamente dita, considerando que seja bem compreendida também por leigos;
  • Cada recomendação deve ser apresentada preferencialmente como uma sentença simples, no máximo duas, tudo com não mais do que xxx caracteres;
  • Os textos de apoio devem trazer a justificativa para a recomendação, apontando as exceções de quando a intervenção é apropriada. Orientar possíveis alternativas às medidas desencorajadas, sempre que disponíveis. Não deve conter mais do que xxx caracteres.

Imediatamente após a conclusão dos trabalhos, previamente a qualquer divulgação, a sociedade deve encaminhar o produto final à Coordenação Geral da Choosing Wisely Brasil para aprovação do material e, posteriormente, planejamento de divulgação concomitante.

O trabalho final deve ser publicado na seção Choosing Wisely do Journal of Evidence-Based Healthcare, da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.

As listas devem ser revisadas no mínimo bianualmente para serem consideradas ativas.